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Agenda 2009
Campus Party 2009
Descolados terá 13 episódios de 30 minutos. A série é exibida às terças-feiras, às 23h30, com reprises aos domingos (1h15 e 23h).
USAVICH (animação da MTV jap.), 39Episódios de 1m30s cada: http://psychogamer.wordpress.com/2009/08/02/off-usavich-animacao-da-mtv-jap-39episodios-de-1m30s-cada-baixem-e-assistam/


Apesar de ter sido lançado oficialmente junto com o Debian etch (estável), não conhecia esse novo projeto do Debian. Conhecida por dar prioridade à segurança e estabilidade, mas o preço da “segurança” e “estabilidade” resultam em pacotes desatualizados (mas melhores testados!) em relação a outras distribuições. (Ubuntu, SUSE, Fedora…) Por isso sempre que pensamos em montar um Servidor Linux, primeira (e ultima!) opção é montar um Servidor com a distribuição Debian!
Mas o que fazer com programas que necessitam de atualização constante!?! (como o caso de Anti-vírus, Anti-spam e outros!) Agora entra a idéia do debian-volatile, funciona como uma espécie de “backports” para programas que necessitam de atualização constante. Qual a eficácia de um Anti-vírus sem as definições de vírus atualizadas? Por isso é essencial o uso do repositório debian-volatile, para garantir a eficácia de um Anti-vírus! O clamav por exemplo mudou completamente (a versão do clamav no Debian Etch simplesmente fica carregando o banco de dados de vírus indefinidamente …). Para solucionar problemas desse tipo, o Debian criou o Projeto Volatile, que em suas próprias palavras “contém apenas as alterações necessárias em programas estáveis para deixá-los funcionais”. Os pacotes presentes nos repositórios Volatile não demandam alterações em arquivos de configuração, basta instalar e continuar utilizando o arquivo de configuração anterior. Pacotes em que isso não é possível, e que podem gerar alguma dor-de-cabeça na instalação ficam na seção volatile-sloppy dos repositórios.
Como usar?
Basta adicionar o repositório no sources.list:
gedit /etc/apt/sources.list
#Lenny
deb http://volatile.debian.org/debian-volatile lenny/volatile main contrib non-free
deb http://volatile.debian.org/debian-volatile lenny/volatile-sloppy main contrib non-free
E também existem os mirrors brasileiros:
#Lenny
deb http://sft.if.usp.br/debian-volatile lenny/volatile main contrib non-free
deb http://sft.if.usp.br/debian-volatile lenny/volatile-sloppy main contrib non-free
aptitude install debian-archive-keyring
aptitude update
Adicionar a chave: A chave para o Lenny não está contida neste arquivo, e deve ser instalada da seguinte maneira:
# wget http://www.br.debian.org/volatile/lenny-volatile.asc
# apt-key add lenny-volatile.asc
Após isso, basta rodar o aptitude update (ou apt-get update) e começar a atualizar os programas. Apesar de confiar na equipe do Debian, eu recomendo que você atualize um programa de cada vez,prestando bastante atenção no processo, para evitar surpresas desagradáveis.
Funciona com a versão Sarge e Etch!
Mais informações no site oficial do Projeto:
http://www.debian.org/volatile/
Pronto! ![]()
SÃO PAULO – O Programa Senac de Gratuidade (PSG) em parceria com o governo federal, oferece cursos gratuitos de educação profissional para população de baixa renda.
O acordo que protocolou o programa foi fechado em novembro do ano passado e começa a oferecer vagas para o segundo semestre. São centenas de cursos oferecidos em todo o Brasil que vão desde inglês e francês básicos até cursos técnicos em informática e certificações em tecnologia como a formação Oracle Certified Professional.
Há ainda cursos de computação gráfica, desenvolvimento de sistemas, design, contabilidade, redes e infraestutura, além de conteúdo básico sobre internet e informática.
O Senac de cada estado ficou responsável por avisar a população sobre a quantidade de vagas disponíveis. So o Senac de São Paulo tem mais de 500.
Para se candidatar, é preciso ter renda familiar per capita menor que um salário mínimo e meio, ou seja, a soma dos salários de todos os trabalhadores da casa dividido pelo número de pessoas que dividem o mesmo teto precisa ser igual ou inferior a 697,50 reais. O candidato também deverá ser estudante ou ter concluído o ensino médio. Análise de histórico escolar ou realização de provas seletivas podem acontecer caso a procura seja muito grande.
Mais informações podem ser conseguidas por meio do site do Senac.
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Lumaxart/Creative Commons
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SÃO PAULO – Não se tem uma segunda chance para causar uma boa primeira impressão, já alerta o ditado. Por isso caprichar na entrevista de emprego é fundamental
Para se dar bem nesta etapa decisiva do processo seletivo, é preciso estar muito bem preparado. Consultamos especialistas em recrutamento de profissionais de TI e destacamos algumas dicas que podem fazer a diferença. Confira.
1. Faça a lição de casa
A preparação para uma boa entrevista começa bem antes da hora H. O bom candidato pesquisa tudo sobre a companhia que vai entrevistá-lo: o que ela faz, quem são seus maiores clientes, quem são seus concorrentes, qual é o mercado em que ela atua. Neste momento, também é importante tentar antecipar todas as perguntas que normalmente surgem em uma entrevista e pensar nas suas respostas – isso vai ajudar a responder as perguntas de maneira clara, objetiva e com convicção.
2. Vista-se para o sucesso
Acertar na roupa mais adequada para entrevista pode ser um desafio maior para o profissional de tecnologia já que muitas empresas da área têm códigos de vestimenta mais flexíveis que outros setores. A dica dos especialistas é mais uma vez tentar fazer uma investigação prévia sobre a cultura da empresa para não errar. “Se a entrevista for em uma consultoria de recrutamento e o candidato não souber quem é a empresa contratante, na duvida é melhor pecar pelo excesso – terno e a gravata não será demais”, recomenda Ricardo Basaglia, responsável pela divisão de TI da Michael Page.
3. Não se esqueça do básico
Algumas recomendações parecem bastante óbvias, mas nunca é demais reforçá-las. A primeira é: seja pontual. Chegar antes do horário marcado mostra respeito ao tempo do selecionador. “Em um processo muito disputado, esse pequeno detalhe pode definir o resultado”, afirma Rodolfo Ohl, diretor do MonsterBrasil.com. Ao chegar ao local da entrevista, seja educado com todos os funcionários, faça uma saudação simpática à recepcionista e dê um aperto de mão confiante no entrevistador. Jamais atenda ao celular durante a entrevista e mantenha sempre o contato visual com o selecionador, demonstrando atenção.
4. Capriche na autoconfiança
É importante responder às questões objetivamente, passando sempre uma visão otimista e demonstrando autoconfiança no que está dizendo. Se você não acreditar em si mesmo, dificilmente vai convencer alguém do seu potencial. Mas cuidado para não ultrapassar a linha e soar arrogante demais. “Alguns candidatos tentam fazer perguntas para demonstrar seus conhecimentos e intimidar o entrevistador. Coisas como ‘você sabe o que é Twitter?’”, conta Ana Lúcia Caltabiano, diretora de recursos humanos da HP. “Isso pega muito mal”, alerta a executiva.
5. Prepare-se para ser testado
O profissional da área técnica deve sempre estar pronto para demonstrar os conhecimentos técnicos que alega ter. Estes testes podem inclusive acontecer de maneira verbal, ao longo da entrevista. “O entrevistador pode exigir que ele detalhe sua participação em projetos, descreva suas atitudes em cenários críticos ou mesmo demonstre habilidades técnicas”, alerta Basaglia. O mesmo vale para idiomas. Por isso nunca minta sobre o seu nível de conhecimento no currículo.
6. Fique atento às pegadinhas
Algumas perguntas mais inusitadas podem pegar o candidato de surpresa. Se o entrevistador pedisse para que você olhasse para uma máquina de chicletes no refeitório da empresa e estimasse quantas bolas coloridas tem lá dentro, o que você responderia? Segundo Emmanuel Evita, gerente de comunicação de produtos do Google Brasil, esse é o tipo de pergunta que um candidato pode enfrentar no processo seletivo do gigante das buscas. “O entrevistador está mais interessado no raciocínio lógico que o candidato vai fazer para chegar à resposta do que na exatidão do número”, explica Evita. “Quando o selecionador faz uma pergunta inusitada em geral ele quer testar a criatividade ou entender a formulação das idéias, a lógica do candidato”, concorda Basaglia.
7. Não deixe dúvidas no ar
Não hesite em fazer perguntas sobre a empresa, o trabalho e o próprio processo seletivo. Além de mostrar interesse, você evita embarcar em uma roubada. Também é importante deixar claro quais são os seus objetivos e seu plano de carreira. “Assim fica mais fácil para a empresa entender se a ela faz sentido para o profissional e vice-versa”, justifica Basaglia.
8. Faça um follow-up educado
Por fim, os especialistas indicam fazer um balanço da entrevista e enviar um e-mail ao selecionador, agradecendo a oportunidade, colocando-se a disposição para quaisquer esclarecimentos e enfatizando pontos importantes que possam ter ficado de fora da conversa ou que sejam dignos de reforço.

SÃO PAULO – Se você está à procura de um novo emprego, o primeiro passo é elaborar um bom currículo.
Nesta hora, sempre pintam muitas dúvidas. O que é legal colocar, o que é melhor deixar de fora, qual o tamanho ideal – todas essas questões surgem e a resposta nem sempre é simples.
Mas não se desespere! Recuperamos para você três matérias especiais da INFO que tratam do tema. Primeiro, saiba quais são os erros imperdoáveis de um currículo. Depois, confira dicas para fazer um currículo impecável. E por último, veja como preparar um bom currículo em inglês. E boa sorte!
Que tipos de erro costumam fechar as portas nas empresas de tecnologia? Um currículo bem-feito não garante a sua vaga, mas pelo menos não elimina você da lista de candidatos na primeira etapa da seleção. Por isso, cuidado para não errar. Basta um pequeno deslize e as suas chances de passar para a fase da entrevista evaporam. Você tem pouquíssimos segundos para capturar (ou perder) a atenção. Mas o que as empresas de tecnologia levam em conta num currículo?
Por que um candidato é chamado para entrevista e o outro não? A resposta pode estar no currículo. Nem sempre basta ter boa formação e carreira sólida. Essas informações devem aparecer de forma clara, concisa e objetiva. Os consultores de recursos humanos recomendam que o profissional prepare mais de um currículo para atender a diferentes situações. Se conhecer os requisitos da vaga, deve ressaltar as habilidades e experiências relacionadas com eles. Confira modelos de currículo e dicas do que colocar em cada tópico.
Mande bem no currículo em inglês
Um currículo bem escrito em inglês pode ser o passaporte para um emprego numa empresa global. Você sonha trabalhar no quartel-general de um grande fabricante de produtos de tecnologia ou numa empresa de software do Vale do Silício? Se seu primeiro passo para realizar esse sonho foi visitar o site de RH dessas empresas ou de recrutadores internacionais e anexar seu currículo-padrão — aquele que vive armazenado há meses em seu PC — cuidado! Você pode ter sido precipitado.
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SÃO PAULO – Que tipos de erro costumam fechar as portas nas empresas de tecnologia?
Um currículo bem-feito não garante a sua vaga, mas pelo menos não elimina você da lista de candidatos na primeira etapa da seleção. Por isso, cuidado para não errar. Basta um pequeno deslize e as suas chances de passar para a fase da entrevista evaporam. Você tem pouquíssimos segundos para capturar (ou perder) a atenção. Mas o que as empresas de tecnologia levam em conta num currículo?
Para entrar no Google, a ordem é especificar e detalhar as ferramentas utilizadas, pontuar os projetos de atuação e o nível de envolvimento. “As pessoas costumam colocar de maneira geral o que é específico”, diz Deli Matsuo, diretor de recursos humanos para a América Latina do Google. Como a empresa utiliza banco de dados para buscar possíveis candidatos, as tecnologias se tornam decisivas. Se o Google procurar um profissional com conhecimento em Java, por exemplo, somente os candidatos que usaram essa palavra no currículo serão listados no resultado da busca.
Mas não confunda informações específicas com desnecessárias. O curso básico de Microsoft Office ou a visita a uma empresa de tecnologia devem ser deletados. Informações como RG e CPF, também podem sair de cena, a menos que sejam pedidos no processo de seleção.
PARTE 1 – EXEMPLO DE CURRICULO
Com o objetivo de evitar descuidos como esse, há quem pense em currículos personalizados. “O ideal é ter dois currículos, um sucinto e específico para vagas mais definidas e outro mais genérico e maior para enviar às empresas em geral”, diz Marcelo Braga, da consultoria em Recursos Humanos Search. Ele cita também a informação sobre a fluência em língua estrangeira como uma zona de perigo. Mentir no currículo é muito ruim para o profissional, mas nesse caso é ainda pior, pois numa primeira entrevista a mentira será descoberta. “O melhor é ser sincero e poupar o tempo do candidato e do selecionador”, diz.

Assim como as mentiras, a pretensão salarial também está vetada. Nem pense em incluir no currículo o quanto quer ganhar. “Essa área requer profissionais com a capacidade de visão de negócio, cuja remuneração está alinhada à demanda do projeto”, afirma Fátima Domingues, consultora de recrutamento e seleção da Manager. Além disso, cuidado com o e-mail que vai deixar para contato. Procure deixar um endereço que você acessa com freqüência e que não mudará no longo prazo. Pense que seu currículo pode ser selecionado depois de meses (ou até anos) e se a empresa não conseguir contatá-lo você perderá a chance de concorrer à vaga. E, acredite, isso acontece até no Google.
Antes de começar a produzir o seu currículo, esteja certo do seu objetivo profissional. “Faça uma avaliação prévia do papel que pretende desempenhar na empresa”, diz Irene Azevedo, sócia associada da Kienbaum — Keseberg & Partner. E quando souber seja muito claro ao descrevê-lo no currículo. A clareza das informações também é importante ao detalhar o que fez em empregos anteriores. Tente ser objetivo sem usar um vocabulário muito técnico. Lembre-se de que o primeiro contato, na sua maioria, é com alguém do RH e não da área técnica. “O profissional deve chamar a atenção do avaliador e despertar interesse para uma entrevista técnica”, diz Fátima Domingues, da Manager.
PARTE 2 - O que escrever no currículo?
Numa seleção, os gestores querem saber o quanto o candidato se envolveu, as decisões que tomou e os projetos que executou em carreiras anteriores. Mas como colocar isso num currículo? Marcos Haniu, consultor da Authent, empresa de recrutamento executivo dá as dicas:
• Escreva sobre os projetos que implementou. Se não começou do zero, detalhe as atualizações e as manutenções que foram feitas, citando a tecnologia utilizada, como banco de dados e linguagem de programação;
• Quando mencionar os projetos, informe quem foram os parceiros envolvidos, qual foi o orçamento e em quanto tempo ocorreu a implementação,
• Cite o quanto a empresa ganhou financeiramente e quantas pessoas estavam sob sua liderança (se houver).
• Informações sobre as dificuldades encontradas e as respectivas soluções também são bem-vindas.
PARTE 3 – O que não fazer
Extermine sete grandes erros do seu currículo
1. Evite e-mails ou telefones que mudam com freqüência
Já pensou você perder uma vaga de emprego no Google porque o seu e-mail e o seu número de celular foram mudados? Saiba que isso já aconteceu, segundo Deli Matsuo, diretor de recursos humanos para a América Latina do Google.
2. Presença do número de documentos
RG e CPF não são informações que interessam à empresa antes da sua contratação, poupe o tempo da empresa de recrutamento e delete esses dados.
3. Falta de clareza ao descrever os objetivos
Seja direto ao descrever seus objetivos. Diga, por exemplo, que pretende uma vaga como gerente de projetos de TI ou como consultor de sistemas de gestão e aplicativos SAP
4. Pretensão salarial
Nunca inclua a sua pretensão salarial. Isso pode te atrapalhar numa possível negociação para a vaga
5. Cuidado com o tecniquês
Tenha sempre em mente que antes de chegar a uma pessoa mais técnica, seu currículo pode passar por um profissional de RH que não entende a língua dos bits e bytes. Não deixe de mencionar as linguagens e tecnologias que domina, mas, além disso, procure fazer um breve perfil, dizendo quanto tempo tem de carreira e que tipo de projetos participou.
6. Venda-se bem
Não economize nas informações que contam ponto para você. Se participou de algum projeto importante, além de citá-lo, diga o quanto a empresa ganhou com ele, conte quantas pessoas estavam sob seu comando
7. Informações falsas
Nunca minta. Se não sabe inglês, não adianta dizer que tem nível técnico ou intermediário em conversação. Lembre-se que você terá de provar os conhecimentos que diz ter.
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SÃO PAULO – Um currículo bem escrito em inglês pode ser o passaporte para um emprego numa empresa global.
Você sonha trabalhar no quartel-general de um grande fabricante de produtos de tecnologia ou numa empresa de software do Vale do Silício? Se seu primeiro passo para realizar esse sonho foi visitar o site de RH dessas empresas ou de recrutadores internacionais e anexar seu currículo-padrão — aquele que vive armazenado há meses em seu PC — cuidado! Você pode ter sido precipitado. Quem pretende ser convidado para uma entrevista de emprego numa empresa americana deve ter como maior preocupação acertar a mão no inglês. O currículo é a primeira apresentação do profissional à companhia contratante. Daí a importância de o documento ser adequado ao mercado a que se destina. Então, para passar pelo primeiro crivo, o recrutador, é preciso fazer um currículo para
Parte 1 - THE BOOK IS ON THE TABLE
Para começar, nada de escrever um livro. Como no caso do currículo em português, o tamanho máximo recomendado é de duas páginas, com texto direto e sem firulas. “Um recrutador recebe, em média, 500 currículos por dia. Se ele não consegue encontrar as informações de que precisa num currículo mal elaborado, feio e confuso, as chances de descartá-lo são grandes”, diz Ricardo Basaglia, gerente da divisão de tecnologia da agência de recrutamento de executivos Michael Page International. Traduzir o currículo do português para o inglês, sem adaptá-lo aos padrões internacionais, pode ser o primeiro erro de quem busca uma vaga no exterior. Um currículo com inglês recheado de erros gramaticais, de concordância ou ortografi a, causa má impressão. É preciso ser sincero na proficiência da língua. Só existe inglês básico, intermediário, avançado ou fluente. Inglês técnico é uma categoria inexistente, que deve ficar fora do currículo. Deal? Estamos entendidos? Então, comece a estruturar seu currículo seguindo as dicas de especialistas em recursos humanos ouvidos pela INFO.
Parte 2 – NÃO ASSUSTE O RECRUTADOR No topo do texto, ponha seu nome completo, endereço, telefone e e-mail. E só. Os recrutadores americanos saltam da cadeira quando deparam com currículos contendo informações que consideram muito pessoais. Por exemplo, idade, estado civil, filhos, religião ou uma foto 3 x 4. Nos EUA, a lei protege os candidatos a emprego contra qualquer tipo de discriminação, e pega mal incluir esses dados. Dá para fazer pior? Dá. Imagine descrever longamente sua experiência profissional em várias empresas brasileiras. O problema é que essas companhias são desconhecidas do público americano, incluindo os recrutadores que lêem os currículos. Outro vacilo é privilegiar a descrição das funções em vez de destacar as principais conquistas que o candidato obteve em cada emprego.
Parte 3 – DO THE RIGHT THING
Como dizia Spike Lee no filme homônimo, faça a coisa certa. Após se apresentar, descreva suas intenções. Depois mostre quais são as qualificações acadêmicas e profissionais que comprovam que você merece uma chance. Seja sucinto e direto.
Por exemplo, diga que seu objetivo é trabalhar numa empresa de internet, com foco em determinado setor e com uma vaga de certo níve profissional. “Em seguida, faça um resumo das suas qualificações. Em um ou dois parágrafos, defina sua carreira dizendo, por exemplo, que é um profissional de TI com foco no ramo farmacêutico, experiente na gestão de pessoas e em técnicas de treinamento”, diz Robert Andrade, especialista no recrutamento de profissionais de TI da consultoria americana Robert Half.
O profissional com perfil técnico deve detalhar suas habilidades, como o conhecimento de diferentes linguagens de programação, tecnologias que domina, habilidades em integração e histórico de desenvolvimento de sistemas e projetos.
Você tem um blog? Divulgue-o no currículo, desde que seja uma página de cunho corporativo ou profissional, afirma Basaglia. O blog deve ser atualizado com freqüência para não passar a idéia de um profissional preguiçoso, sem conteúdo ou com falta de planejamento.
Parte 4 – VOCÊ É VERY GOOD?
Vale dar atenção ao tópico de formação acadêmica, que é muito valorizada pelos americanos. Comece pelos cursos mais recentes, como MBA ou pós-graduação. Por fi m, informe a faculdade de graduação. Em todos, escreva o nome da instituição, o nome do curso, o período e a cidade. “Se você ficou entre os dez melhores da turma, recebeu um diploma com mérito ou ganhou uma bolsa de estudos, destaque isso. Os americanos valorizam as classificações acadêmicas”, afirma Giselle Bettanio Zaha, sócia da A2Z, empresa de recrutamento e seleção de executivos.No trecho sobre experiência profissional descreva as empresas onde trabalhou (da última à primeira), começando pelo nome, posição ocupada, período em que trabalhou, principais responsabilidades e projetos conduzidos. Andrade sugere usar sempre verbos de ação no texto. Por exemplo, criar, realizar, desenvolver, ampliar, aumentar (as vendas, o desempenho da equipe) e diminuir (os custos, o turnover).
Por fim, as empresas americanas valorizam atividades extracurriculares, como o trabalho voluntário em projetos sociais ou a participação do candidato em organizações profissionais. Também gostam de saber se ele pratica esportes, mostra preocupação com a qualidade de vida ou tem um hobby. “Mesmo se for algo exótico, como um colecionador de fliperamas antigos. Isso sugere ao recrutador algo sobre o estilo pessoal do candidato e até pode fazê-lo simpatizar com o currículo”, diz Giselle. Good luck!
Parte 5 – RÉSUMÉ PASSO A PASSO
1. As informações pessoais do candidato devem ser breves. Nada de colocar idade, estado civil, religião ou foto:
Rafael Enrico de Souza
Brazilian, mobile: + 55 (11) 9999-8888
E-mail: rafael@provedor.com.br.
Academic Background
Master of Science in Software Engineering / POLI-USP (2006);
Bachelor degree in Computer Science / PUC-SP (2000).
2. É fundamental descrever o conhecimento técnico em detalhes. Isso destacará seu currículo dos demais concorrentes:
Main Qualifications
• Software developer with ten years of professional experience in consulting, software and internet companies, also having worked as a freelancer consultant and being a business owner;
• Solid knowledge of tools, platforms and frameworks for Web solutions development, such as application servers like WebSphere, JServ, Apache Tomcat e JBoss, technologies for interface development like HTML, XML Applets, and frameworks like Struts, Spring and Hibernate;
• Great knowledge of COBOL and C++ languages. Good skills on web systems development using HTML/DHTML, JavaScript, ASP/COM, TCL, Vignette, PHP and Perl. Experience with Windows (9x/NT/2000/XP), UNIX (Solaris, Linux, AIX) and Mac OS X;
• Development of algorithms, complexity analysis and data structures;
• Large experience on architecture of J2EE (Java) systems, with different servers (BEA Weblogic, JBoss, Tomcat) and frameworks/support tools (EJB, Struts, Hibernate, Ant, Eclipse);
3. É importante mostrar as responsabilidades do profissional na empresaem que trabalhou e os objetivos alcançados
Professional Background
Asterion (jul/2006 to present) — Canadian company focused on telecommunication services with revenues around US$ 4,5 billion and 5500 employees.
POSITION: SYSTEMS ENGINEER / INFORMATION ARCHITECT MAIN RESPONSIBILITIES:
• Responsible for modeling Web systems and its relations with other projects, developing components of the application using UML stereotypes and object oriented programming. Also responsible for developing the base architecture.
Espyte (oct/2003-jun/2006) – North American company focused on telecommunication with revenues around US$ 12 billion and 4100 employees.
POSITION: IT CONSULTANT
MAIN RESPONSIBILITIES:
• Department structuring, hiring analysts and adopting methodologies;
• Assist partners on product implementation projects;
• Training instructor in partner empowerment courses.
4. O recrutador americano provavelmente não conhece as empresas brasileiras, então mostre a ele a importância da companhia
Pólux (1998-2003) – National leader in services and systems development with revenues around US$ 1 million and 500 employees.
POSITION: SYSTEMS ANALYS T/ PROGRAMMER.
MAIN RESPONSIBILITIES:
• Accounting and administrative systems development, using Clipper;
• Maintenance and documentation of administrative and insurance systems (Clipper);
5. Não existe inglês técnico. A classificação estabelecida nos EUA vai do básico ao fluente
Languages
• Portuguese – Native Language
• English – Fluent
• Spanish – Intermediate
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ILUSTRAÇÃO MAURO SOUZA
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SÃO PAULO – Veja o que valoriza um profissional de tecnologia.
A Microsoft recebe cerca de 25 currículos por dia. A Unisys, outros 500 por mês — em 2006, foram 6 mil. Por que um candidato é chamado para entrevista e o outro não? A resposta pode estar no currículo. Nem sempre basta ter boa formação e carreira sólida. Essas informações devem aparecer de forma clara, concisa e objetiva. “O entrevistador avalia o que o profissional pode trazer para a empresa. É importante que o currículo mostre as contribuições que ele deu nos empregos anteriores e os resultados obtidos”, afirma Mylene Mitrulis, gerente de recrutamento da Microsoft.
Os consultores de recursos humanos recomendam que o profissional prepare mais de um currículo para atender a diferentes situações. Se conhecer os requisitos da vaga, deve ressaltar as habilidades e experiências relacionadas com eles. “No currículo-padrão, essa informação pode passar despercebida, estar num cantinho escondido”, diz Leyla Galetto, diretora do Grupo Foco.
Veja o exemplo citado por Malena Martelli, diretora de recursos humanos da Unisys. A empresa precisa preencher com urgência uma vaga de gerente de projetos de TI, porque acabou de ganhar uma concorrência num banco. “Se eu bater o olho em um currículo de uma pessoa com experiência em gerência de projetos na área financeira e formação em Ciência da Computação na USP, certamente ela será chamada para a entrevista”, diz Malena.
Confira aqui um modelo de currículo e abaixo dicas do que colocar em cada tópico:
APRESENTAÇÃO
Seja breve, claro e, ao mesmo tempo, abrangente. Coloque as informações mais importantes sobre a formação e a vida profissional de forma lógica e organizada, para facilitar a leitura. Evite fontes de letras muito pequenas ou cheias de firulas e o excesso de palavras grifadas — esse recurso deve ser usado apenas para destacar palavras-chave, que poderão facilitar o armazenamento do seu currículo em um banco de dados inteligente. Não mande foto. De modo geral, o currículo não deve passar de duas páginas. A exceção são para os cargos executivos, como presidente ou diretor de empresa. “Esse é um processo demorado, complicado, arriscado e caro”, afirma Riccardo Gambarotto, diretor da empresa de headhunters Spencer Stuart. “Por isso, é preciso conhecer toda a vida profissional do candidato.”
OBJETIVO E PERFIL
Decida exatamente o que você quer fazer — a área em que quer atuar ou a posição desejada — e coloque isso como objetivo, logo no início. Esse item facilita a vida de quem vai ler o currículo e, por isso, deve vir após a identificação pessoal — que deve conter apenas seu nome, endereço completo, telefone, celular e e-mail. Faça também uma síntese do seu perfil profissional, destacando qualificações, o tempo de carreira e as áreas em que tem mais experiência. Se trabalhou em empresas conhecidas no mercado, ou morou algum tempo no exterior, é importante ressaltar.
HISTÓRICO PROFISSIONAL
Essa é a parte mais importante do currículo. É onde você deve colocar os projetos de que participou. Comece sempre pelo último emprego, mencionando o nome da empresa, o período em que trabalhou nela e o cargo ou as funções que exerceu. Se não for conhecida, convém acrescentar uma breve descrição sobre ela (área em que atua, faturamento ou origem). Ressalte a sua contribuição nos resultados positivos que a empresa possa ter obtido. “Se participou de um projeto de TI que ajudou a organização a aumentar sua receita em 10%, por exemplo, isso deve estar no currículo”, diz Mylene Mitrulis, da Microsoft.
É preciso ter bom senso para não cansar o pessoal de recrutamento com uma lista interminável de realizações que podem não ser tão relevantes — ao menos para a vaga disponível. Bom senso também é fundamental na hora de descrever atividades ou funções mais técnicas. As “sopas de letrinhas” muito comuns na área de tecnologia podem ser um diferencial no currículo, mas é preciso levar em conta que quem vai ler o currículo primeiro é alguém da área de recursos humanos, que pode não dominar detalhes do linguajar técnico.
FORMAÇÃO E IDIOMAS
A formação acadêmica deve conter os cursos de graduação, pós-graduação, MBA e de especialização — só os relevantes para a carreira. Além do nome do curso, é preciso colocar o nome da instituição e o período em que foi feito. Cursos fora do Brasil e as certifi cações profi ssionais também devem ser mencionados.
Dependendo da empresa, o conhecimento de outras línguas — em especial, o inglês — é essencial. Na Microsoft, por exemplo, falar inglês é pré-requisito. Por isso, o currículo deve informar que idiomas você conhece e se é fluente, ou está no nível intermediário. Se só souber o básico, é melhor não colocar nada.
COMO MANDAR
O currículo pode ser enviado por correio ou por e-mail, de preferência acompanhado de uma breve carta (ou mensagem) de apresentação, mencionando a pessoa que o indicou — caso tenha uma referência — ou se está respondendo a um anúncio de emprego. Outra opção é mandar o currículo diretamente para o banco de dados da empresa, por meio do seu site.
Em alguns casos, é recomendável ter também uma versão em inglês (veja modelo em www.info.abril.com.br/carreira/curriculo-ingles.pdf). “Isso, principalmente, se for uma vaga para uma empresa internacional, ou se a pessoa for ocupar uma posição gerencial”, observa Marcelo Mariaca, do grupo Mariaca.
O QUE É PROIBIDO
MENTIR OU MAQUIAR A INFORMAÇÃO: Não se esqueça que o currículo é só a porta de entrada na empresa. Depois vem a entrevista, na qual a mentira acaba sendo descoberta. As empresas são implacáveis: o mentiroso é excluído da seleção.
ERROS DE DIGITAÇÃO OU DE PORTUGUÊS: Revise bem o texto, antes de enviar o currículo.
INFORMAÇÕES QUE PODEM PESAR CONTRA: Por exemplo, dizer que você tem o inglês básico ou curso de pós-graduação incompleto.
PRETENSÃO SALARIAL E REFERÊNCIAS PESSOAIS: Deixe para dar esse tipo de informação quando lhe pedirem.